Relatos de uma Minhoca de sandália e meia branca

terça-feira, outubro 31, 2006

grates

Quando fazemos uma transferencia para uma conta e o dinheiro automaticamente sai da nossa conta, mas ainda nao chegou à conta de destino, digam-me, em que cosmos do mundo financeiro anda o meu dinheiro? É que ele nao estica, né... e ontem por causa disto, tive de fazer umas figuras nao tristes mas quase. Entao, como nao me apetece ter de por os óculos para ver o Big Ben e como as últimas lentes (mensais), depois de dois meses nos meus olhos decidiram sair sozinhas, achei que nao podia deixar chegar o dia da viagem e eu sem lentes, a dirigir-me à porta das chegadas quando queria ir pras partidas. Vai de que vou à óptica e digo ao senhor simpático de nariz grande, que me veio perguntar se podia ajudar (estas pessoas que perguntam se podem ajudar normalmente existem nas lojas. só e apenas), que em tempos usei lentes (nariz cresce), desabituei-me (cresce la mais um teco) e agora gostava de experimentar outra vez (pronto, o meu nariz bateu no fundo da loja). Nariguda que só eu e com um nariz fictício mas grande, contei ao pobre homem a história linda de que sempre sonhei usar lentes e que sentia que era agora.
Ele fez-me um teste rápido, dizendo-me em vinte segundos, que eu tinha duas dioptrias e vinte e cinco em cada olho. Quando eu disse mas ó meu paozao, olha que so te podes ter enganado, ele apercebeu-se que sim e respondeu-me a prova de que me chamaste paozao mostra que ainda nao ves bem, já agora és francesa?
A verdade é que eu ja sabia que muitas ópticas fazem estes testes de borla e dao kits para principiantes no mundo das lentes de contacto, tambem de borla. Borla é uma palavra linda ou sou só eu? E como me dá muito mais jeito gastar os quase vinte contos nas minhas lentes respiráveis e maravilhosas, so no mes que vem, achei que por quatro semanas só me fazia bem andar de lentes-teste (para bem da minha carteira), até porque precisava de mais graduacao. No final de contas, aumentei 0,75 diopetrias em cada olho em meio ano. Nas idas ao supermercado é uma desgraca.
Mas como a mentira nao compensa, ou pelo menos, nao totalmente, quando cheguei a casa reparei que o olho esquerdo nao estava muito bem. Mas hoje de manha, voltei e fiz um teste mais completo, daqueles com sopas de letras e entao, agora tenho visao quase raio-x. Pena que nao consiga ver a minha conta bancária mais recheada... mas pelo menos, prestaram-me um servico pelo qual nao paguei nada e isso é o que eu chamo verdadeiro servico ao cliente.
Os momentos mais bonitos foram aqueles em que eu simulei a alegria de quem tinha as suas primeiras lentes. Ele a explicar-me e eu com a cara de quem estava a seguir as intruccoes todas. Com alguma hesitacao disse-lhe que achava que conseguia por as lentes sozinha em casa. Yupi.

roxa?

No sábado, o Bola foi ao mercado e entusiasmou-se a ponto de comprar couve-flor roxa. Eu apostava mais que aquilo seria bróculos, mas nao, nao era um bróculo e nao me venham dizer que nao existe singular de bróculos, porque se eu tiver só um raminho, é bróculo e fim de conversa. Da mesma forma que vários lapiS sao lápis, um lápi é um lápi. Adiante... ele fez uns temperos tao bons pra aquilo que, no domingo, comi couve-flor como se de cerejas se tratasse e pronto... devo dizer que desde ontem que estou um bocado tramada, pois sinto que existem pequenas criaturas a viver nos meus intestinos. Que se movimentam e organizam festas. Só isso justifica a sensacao de pequenas criaturas (que vivem no actimel) a encherem baloes com hélio.
Se eu vos pudesse dar um conselho para o futuro nao seria para usarem protector solar mas sim para nao abusarem da couve-flor e dos bróculos. É muito chato, especialmente quando nos dias que se seguem somos obrigados a dividir espacos com os colegas de trabalho. E amanha dividir lugares do aviao. Aero-om por aí, alguem? Vá lá.... pois, pois, só acontece aos outros. Gases? ai que nojo, que é isso? Que maCada...

domingo, outubro 29, 2006

tá de chuva

Afinal, o filme apesar de ter a sua piada, está previsível. Marta, tanto eu como o Bola achámos que és parecida com a Anne Hathaway! Mas foi uma boa forma de passar parte da tarde de domingo. Outra poderia ter sido enrolada na manta, na cama ou no sofá a ler as revistas que comprei ontem, enquanto ouvia em repeat o Sleeping Trouble da Corinne Bailey Rae. Esteve de chuva, antes que o tempo piorasse fomos, como é costume, levar os caes do vizinho a passear. Caindo no risco de me repetir, deixem-me que vos diga que a estacao mais bonita na Alemanha é o Outono. Adoro andar a pé com o chao coberto de folhas enquanto outras quantas vao caindo. A variedade de tons é imensa, em Portugal a passagem do Verao para o tempo frio é muito mais repentina. E chove mais. Lembro-me sempre do meu primeiro Outono, quando vim pra cá estudar e vinha de pé engessado e canadianas. Demorava uma eternidade a movimentar-me na faculdade, as distancias pareciam muito maiores. Ia para casa de autocarro e estamos a falar de uma distancia de menos de 300 metros. E com tanta coisa gira à minha volta pra descobrir. E era Outono, adorei a paisagem que me esperava quando cheguei. Após tres semanas de calos nas maos por andar sempre com o pé ao alto, passei a andar com ele no chao e entao, sempre que chegava a casa trazia várias folhas agarradas. E fazia questao de mostrar o nojo em que a base do meu pé se tinha transformado (passei a dormir com o pe embrulhado num saco plastico) aos meus companheiros de casa, entre os quais o Bola, sempre que os via sentados à mesa. Era bonito poder dizer que foi nessa altura que o Bola se apaixonou por mim, mas nao, a nossa história é muito pouco convencional. Ele até me implorava para eu nao mostrar o meu pé enquanto ele comia, mas eu queria que ele saísse da fase de negacao em que andava. Bom, voltando às folhas. Um post tao grande quando o que eu queria dizer é que a época romantica das folhas acaba geralmente com o primeiro dia de muita chuva que estraga este cenário todo. Ou seja, hoje.

sábado, outubro 28, 2006

peanuts

E duas fatias de pao branco barradas com manteiga de amendoim e um copo de leite pra empurrar? Só falta mesmo experimentar à moda americana, ou seja, barrar mais uma fatia, fazer uma sandes mas com rodelas de banana dentro. Vou ali vomitar e volto ja.
Depois de muito hesitar, acabei por decidir que a manteira de amendoim tem um lugar reservado na prateleira da minha mercearia, desde que o seu consumo seja efectuado com moderacao. Pelo que em vez de comer duas colheronas de sopa daquilo, usei uma colher de chá. Orgulhosa de tal acto, dei uma salva de palmas a mim mesma.
Eu devia era comer uma peca de fruta, que me faz melhor. Mas infelizmente, tá-me nos genes. Gosto de doces, tenho tendencia pra gostar de todas as porcarias que fazem mal. E tenho um gajo, com quem dize que casei, cujos hábitos alimentares se assemelham aos de um adolescente. Naquela fase do desporto. Portanto, se o meu estomago pudesse falar, gritava de desespero. E depois toca de pedir aos pais pra me mandarem Ulcermin pelo correio.
Vou é ver um filme de terror pra ver se ganho juízo. Bom domingo! Passem a ferro, limpem a casa-de-banho ou facam pelo menos a vossa própria cama.

sábado

Levarem-me flores à cama é uma daquelas cenas com que em tempos devo ter sonhado. Será que daqui a 20 anos continuo a receber flores na cama? Mais ainda, se tiver sorte. E será que daqui a 20 anos continuo a acordar a um sábado com o carteiro a tocar à campaínha antes das nove da manha? E será que os carteiros continuam a ser estupidos a ponto de nem nos dar tempo de descer as escadas e fugirem com a nossa encomenda?? Bronco...

Bom, ontem instalei a internet sem fios ao meu vizinho de baixo. Eu. Pois. Tambem instalei a adsl aqui em casa e à primeira pode nao parecer complicado, porque voces nao sabem os preparos em que a Telekom envia o equipamento. Um exagero. Tres cds, dez manuais e cabos até dizer chega. Sim, internet sem cabos mas com cabos, afinal. Quando ele me tocou à campaínha e me pediu ajuda porque tinha o material todo em alemao (ele nao perceber por ser american) , eu disse-lhe que claro que o ajudava até porque quando deixar de ser preguicosa, quero instalar aqui tambem a net sem cacos e passar a postar directamente do sofa. Assim, já sei mais ou menos como é. Desci as escadas e sentei-me na mesa dele, pus os meus óculos para dar um ar inteligente e de secretária ao mesmo tempo e enquanto era assediada pelos dois caes enormes dele que insistiam em descobrir o que existia parala da baínha da minha saia, lá fui às tantativas conseguindo instalar o router e depois o software da Telekom. Infelizmente, depois deste esforco todo, que envolveu coisa de hora e meia, olho para a parede e constanto que os fios da linha do telefone estavam todos soltos e a pedir para fugir da parede. Só me apeteceu-me abaná-lo e acusá-lo de crime, pois arrasta-me do sofá da minha leitura intelectual para depois de eu prestar os meus servicos, repararmos que era impossível funcionar desde o princípio!
Agora andámos atrás dum electricista daqueles de emergencia que cobram 50 euros por dez minutos para ele esta noite poder ver os seus Beavers jogar em directo.

sexta-feira, outubro 27, 2006

à vista: é um superhomem? É um feijao gigante? NAO! É o fim de semana!!!

Sexta-feira, que maravilha… enquanto tento nao pensar nessas grandes questoes que afligem a humanidade, tais como quem inventou o refogado, se existe traducao para este termo, ou se o queijo camembert se deve comer com ou sem casca, acucar ou adocante?, vou tentando imaginar a maravilha que vai ser o meu fim-de-semana. A passo de caracol.
Uma das coisas que mais gosto ao fim-de-semana sao as manhas. Normalmente o Bola acorda cedo e vai fazer todas as suas tarefas imprescindíveis entre as nove e as dez da manha de sábado: levar a tralha pro ecoponto, tirar a loica da maquina, comprar pao e jornal e fazer café. Em dias bons e com laranjas que fazem lembrar as do algarve (coisa muito rara) tenho direito a sumo natural. Chega a casa e deixa as portas abertas de propósito e vai fazendo barulho para eu acordar naturalmente. Assim que o cheirinho a café de saco me entra pela narina esquerda, abro os meus olhos remelados e arrasto-me para a mesa do pequeno-almoco já posta, onde ele está já sentado com a cabeca escondida atrás do jornal. Sao as unicas alturas em que fico dependente da mesa como que por cordao umbilical, sabe-me tao bem. Barro o pao artisticamente e dialogo com o Bola fazendo-lhe perguntas daquelas que afligem a humanidade continuas a fazer xixi de cima ou ja te sentas? Olha que assim nao, salpicas tudo , desisti da categoria como-preferias-morrer, atropelado-ou-afogado, ele nao alinhava. Ele é um querido, consegue responder-me onomatopeicamente sem tirar os olhos do jornal.
Ele passa-me um suplemtento e eu vou lendo e comendo mesmo muito devagar, coisa rara em mim. Ficamos nisto quase uma hora e depois eu alapo-me no computador, provocando com isto a pequena guerra de sábado na qual ele me tenta arrastar pra casa-de-banho porque normalmente esta um dia lindo la fora e temos coisas pra fazer. Na maioria das vezes, no caminho pra casa-de-banho passo pelo quarto e aterro de novo na cama, coisa que no início da nossa vida a dois o chocava de forma vísceral. Especialmente quando eu dizia que estava cansada do pequeno-almoco. Nao há nada como treinarmos o nosso espécimen.
Bom, está na hora de mais um Milchkaffee-a-fazer-de-conta-que-é-galao. Até já.

quinta-feira, outubro 26, 2006

quarta-feira, outubro 25, 2006

fazendo a mala

De hoje a uma semana, por esta hora, ja tou com o pezinho a passear em Londres. Com a sorte que tenho e com a maravilhosa condicao atmosferica da ilha, de certeza que vou apanhar chuva, mas nao interessa. Londres sem chuva em Novembro nao deve ter muita piada. (eu a minha auto-motivacao) Depois de muito procurar, la acabei por encontrar um sítio mimoso onde pernoitar. Infelizmente e sem eu compreender muito bem porque, a verdade é que fica mais barato fazer as marcacoes atraves duma agencia de viagens. Directamente no site fica um pouco mais caro. Vao ser apenas quatro dias, mesmo só para aproveitar o feriado e o fim-de-semana. Para ficar com uma ideia geral, vendo pouco coisa em detalhe, comprar chá para o Inverno todo e dar umas apalpadelas no Hugh Grant. Londres... aí vou eu!

momento intervalo na escola secundaria

Ora bem, sao estes os machos que preenchem as minhas noites e fantasias de terca-feira à noite e me fazem suspirar.
<--- Dr. House e o Derek da Grey's Anatomy. --->
Nao me posso ir deitar a suspirar pelos dois. Tenho que me decidir, pois caso contrário isto dá direito a sonhos muito estúpidos. Ora, quando estou a morrer na sala de operacoes, qual deles agarra o bisturi? Enquanto o outro me agarra na mao?

conhecam a sala de aula

Acho que os meus alunos acho me curtem. Ou entao, adoram este meu sotaque frances, infelizmente inevitável. Ontem tive a turma completa, 15 pessoas. Corre sempre depressa, nunca dou tudo o que levei no plano da aula. Nunca dou as fotocópias todas. E tenho alguns cromos clássicos. O cromo obcecado com o livro. Quando ve que ja estou a dar muitas fotocópias com explicacoes simplificadas da materia (ontem foi a formacao do plural), comeca a perguntar-me quando passamos para o livro. E vai-me mostrar o que fez em casa, pra eu corrigir. É aí que me dou conta que, nestas pequenas coisas, nao faz qualquer diferenca serem adultos. Olho pro gajo e vejo-o da altura da minha mesa, com menos 40 anos, a perguntar se fez tudo certo. E acho imensa graca quando me pedem pra ler. Qualquer fotocopia nova ou texto tem de ser lido por mim para eles ouvirem a pronuncia. Quando me esqueco, há sempre quem me lembre.
Tenho uma aluna croma com voz de bagaco. Quando estou a explicar qualquer coisa e ela fala pelo meio, pronto, ja ninguem me ouve. Usa os oculos na pontinha do nariz e o cabelo pulverizado com laca e tao estável que fica que qualquer dia toco ali só pra ficar com a certeza que os seus cabelos formam uma cortina de ferro, ou seja, inpenetrável.
Tenho uma aluna que cheira a mofo. Nao admira que as cadeiras ao lado dela estejam sempre vagas, o que me traz problemas para os exercícios feitos em grupo. Nao é muito intenso, mas está lá. E na primeira aula era apenas uma suspeita, agora uma certeza.
Ontem apercebi-me que afinal a vida nao foi tao cruel comigo. Apareceu-me um aluno novo, fresco, estaladico! Claro que tive de lhe dar toda a minha atencao no inicio da aula pra lhe dar as fotocopias atrasadas e lhe fazer um resumo de tudo o que ele tem de fazer em casa para acompanhar o grupo. Quando num curso para principiantes, ele me falha as primeiras quatro aulas, podemos dizer que há muito trabalhinho pra fazer em casa. Ainda tive pra incluir no tpc uma caixa de pastilhas de menta, pois meus amigos… quem fuma e acredita que nao tem mau hálito, só pode ser mesmo muito crente. Arrgg...

terça-feira, outubro 24, 2006

A abichanar?

Ontem o Bola foi a um desses armazens maravilhosos que imperam pelo país das salsichas, qualquer coisa com nome lindo que normalmente acaba em ‘Baumarkt’. Estas superficies sao a perdicao para fans da bricolage (cof cof) como eu. Tem tudo o que a malta precisa para a casa, para fazer arranjos em qualquer assoalhada, seja o telhado ou a casa-de-banho. Nao escapa nada. Penso que em Portugal (ca tambem há) o equivalente seriam esses paraísos que dao pelo nome de Obi ou Aki. Ele é tinta, armarios, silicone, plantas, alcatifas, madeira pro chao, parafusos, enfim, you name it. Até animais domesticos. Outra maravilha sao aqueles macacoes muy sexy, muito usados por cá, na malta da bricolage, seja nessas lojas, seja noutro sítio qualquer. Os alemaes sao um povo que adora bricolage. E eu adoro os macacoes. Tipo este jeitoso aqui de vermelho. (ha nas cores todas)
Ora bem, ontem o Bola depois de ter passado o fim-de-semana a montar aquilo que é agora (?) o nosso guarda-roupa de sonho (quando digo de sonho, refiro-me à maravilha que é termos seccoes devidamente separadas para pendurar a roupa e luzes no proprio guarda-roupa), achou por bem regressar ao local da compra – um desses paraísos onde se compra tudo (mesmo tudo, até uma mulher a dias) para a casa – por achar que faltavam os manípulos das portas do dito armário. A certa altura, depois de muito passear por lá, liga-me, incomodando a minha leitura de uma dessas revistas da moda que tanto me ensinam:
- Olá! Ollha, que tipo de manípulos queres para o armario? (pergunta tao concreta e tao pratica como o que quero eu comer no dia de Páscoa do ano da graca de 2008)
- Hmmm.. sei lá, qualquer coisa que nao seja muito pirosa. Discreta, mas com classe. Escolhe tu.
- Pois, é que há aqui uns muito giros em forma de tartaruga, elefante e borboletas. Gosto tanto das borboletas.
(eu, que continuava a desfolhar a revista, ao ouvir isto, parei, fechei-a, tirei os oculos e levantei-me. Tirei tambem o dedo das narinas, pois nao combinava com o meu ar de espanto)
- Borboletas?? Para manípulos das portas do nosso armário (?) de sonho? Que estranho… ve la se isso nao é piroso. Olha, a serio, escolhe tu. Eu bou gostar de certeza. Nao quero cá dourados.
- Gosto tanto das borboletas! (nao, nao tinha ouvido mal)
Se o bola fosse portugues, eu perguntava-lhe se ele queria que eu chamasse o Fernando. Assim sendo, fiz de conta que o meu gajo continuava a ser o macho de sempre e que isto tinha sido um daqueles pesadelos, um daqueles flashbacks que se esfumam assim depressa, sem que a gente se lembre deles passados cinco minutos. Pedi à fada das donas de casa para me ajudar nisto.

Quando ele chega a casa, mostra-me as borboletas todo feliz e diz-me, sorrindo nao sao queridas? Eu, perante este misto de alegria com uns manípulos giros e esta tristeza por o ver a abichanar gritei-lhe da porta do quarto
- Sao giros, sao, mas ve la se depois de tratares disso tudo ainda tens tempo para fazer um peeling de pepino e a manicure, sua gaja!

Ele hoje ainda nao falou muito comigo o dia todo. Nao sei se será disso. Se for, mais uma prova que o seu lado macho ficou por aí algures, em Portugal.

segunda-feira, outubro 23, 2006

uma historia de amor

Ela era tao querida, mas tao querida mas tao querida, que lhe fez uma salada de fruta numa caixinha de plástico para lhe levar para o trabalho. Enquanto descascava a fruta, a alianca desliza-lhe pelo meio das laranjas sem que ela se apercebesse. O seu amor come a salada com tanto mas tanto gosto, que nem se apercebe que engole pelo meio a alianca da sua amada. A ela só lhe ocorre perguntar qual é a hora a que fazes cocó?

Pois, esta história podia ser minha. Mas só nao é porque encontrei a alianca a tempo. Quando o meu bola mascava e de repente, a sua cara fica com uma expressao só por mim vista uma vez (quando entrei pela casa de banho adentro sem bater) , e pergunta, com o objecto estranho surgindo entre os dentes ké isto???

sábado, outubro 21, 2006

Aborígene modelo

Samantha Harris - 16 anos
Esta miúda australiana despertou a atencao de um fotógrafo qualquer, que agarrou nela e a levou para aquele país onde todos os sonhos sao possíveis. Agora está nas passerelles, atraindo a atencao de todos aqueles que podem investir milhoes que felizmente tirarao a família dela da pobreza.
A miúda é linda.

ironias da vida

Ainda nao contei que tenho um vizinho que mora na casa mesmo ao meu lado. Tem estado vazia ate há umas semanas atrás, pois é uma casa pouco ortodoxa, é mesmo muito pequena. Uma sala com kitchenette e casa de banho. Imagino que morar ali cause uma certa asfixia, razao pela qual nao tem sido fácil encontrar inquilino, parece. Ontem enquanto esperava pelos homens das mobílias, pirososa de casaco comprido e borbotoso, cabelo apanhado e cara de assobio, entra um jovem alto, robusto e sorridente, que me cumprimenta alegremente. Eu diria mesmo com uma ponta de malícia. Tive quase pra lhe dar dois pares de estalos, mas que é isto? Mas nao, em vez disso sorri de volta e pus-lhe as minhas chaves de casa na palma da mao. eheh eh e....h... Ora, naquele predio para alem do meu vizinho americano e do Bola nao entra mais nenhum menino. Eu ja sabia que havia um inquilino novo por estas bandas, mas contentei-me com a descricao que o Bola fez depois de se ter cruzado com ele nas escadas... é murcho, muito miúdo, parece ser um gajo sossegado. Ó-ó… de murcho nao me parece ter nada, alias, quando o vi passar tive visoes de campos de flores a desabrochar, arco-íris, coracoeszinhos e aquela música que se costuma por nos filmes aquando dum milagre. Se eu tivesse um jardim, já podia ter jardineiro. Bom, nao é que eu esteja excitadíssima com a ideia de ter um vizinho vindo directamente da Elite Model Look, mas é bom saber que quando finalmente me caso, aterra-me um vizinho com V maiúsculo na parede aqui ao lado.

sexta-feira, outubro 20, 2006

um centimo por cada ajuda

A prima Joana precisa de ajuda! E como a prima trabalha numa rádio conhecida, a quem a ajudar ela promete passar uns discos pedidos de música tradicional portuguesa. Aqui vai o mail dela:


famelga, amigos e afins :)
que a década de 80 foi "A" década, já todos sabíamos! não foi por acaso que nasci algures ali no meio... ;)
bom, como todos vós têm certamente muito boas recordações musicais dessa época (sim, que a laca, as calças de cabedal e aquelas maquilhagens horrorosas são tudo menos boas recordações), queria pedir-vos um favor: que me fizessem uma lista com as melhores "malhongas" (as de abanar o capacete e as baladuxas mai' lindas) e me enviassem. podem ser 3, podem ser 30... as que quiserem!

de certeza que alguns de vocês se conheceram naqueles bailes de escola, com o belo do slow em fundo, dançando agarradinhos. mas isso eu não preciso de saber, queria só as músicas! :)

muito e muito obrigada!


quem quiser ajudar a janinha, faca favor de a emailar pra joanapaiva@gmail.com

dog-sitting

Ontem saí do trabalho com a fantástica missao de levar o cao do vizinho a fazer cocó. Às tres da tarde sou mensajada pelo meu vizinho da seguinte maneira:
I just remebered something that i had to do after work tonight and I was wondering if you could do me a favor. I have to attend a meeting in town at 6:00PM so I won't be able to make it home to let the dog out. If you are around, could you let him out back for me so he can do his thing? The key is in the same place as always. If not, it's no big deal. He can hold it until I get home.

Perante isto, eu a imaginar o cao com o coco todo amassado na fralda, fiquei impaciente e a primeira coisa que fiz quando cheguei a casa, foi ir até casa do vizinho e nao, nao fui cheirar a roupa dele nem rebolar-me no seu sofa porque:
a) sou casada e feliz
b) o vizinho nao é interessante a ponto de me fazer suspirar
c) cheirar roupa? Rebolar? Ao que isto chegou, meu Deus… passou-se.

... portanto, agarrei no cao que me recebeu aos pulos de alegria e me cheirou como de costume o rabo, (que é uma mistura de pastor alemao com husky) na respectiva trela e lá fui com ele ao parque, pra que ele fizesse o seu coco mole e nojento, que me fez apanhar aquilo com os bracos todos forrados até ao ombro. Que nojo… Mas num parque com varias placas a anunciar que é proibido deixar os poios dos animais no chao, com tanta gente pronta pra me apontar o dedo, tive que me comportar. Os alemaes nao gostam de adubo natural. A parte da fralda era só pr aver se voces estavam a prestar atencao, no worries. Todos sabemos que os huskies nao usam fraldas, só os outros.
Depois de devolver o cao ao seu lar e deixar a chave misteriosamente escondida naquele esconderijo que só eu e o Bola sabemos, fui pra casa esperar pelos homens das mobílias enquanto ansiava que nao cheirassem a sovaco e fossem esbeltos assim tipo beleza do tipo grego. Chegaram estrategicamente dez minutos depois. Como as entregas de mobília se pagam por andar, ou seja, quem quiser comprar um armário e morar num decimo andar tá lixado, eu e o Bola decidimos, com base nos seus músculos vigorosos que nunca me deixam mal, pagar apenas os 20€ para que a mobília fosse entregue no passeio. Sendo que o Bola a transportaria pra cima. Ora, entretanto, ele teve de ir ao UK e só chegou ontem depois das onze. Entao, eu, com o meu ar de pessoa frágil pouco robusta (?) lá desci as escadas e com uma voz esganicada perguntei aos machos (tossindo pelo meio) se nao podiam por tudo dentro do prédio pois o meu marido forte e vigoroso nao estava em casa mas sim numa missao humanitária num país algures em África. Eles foram uns queridos e puseram tudo alinhadinho cá em baixo. Eu assinei, pus-lhes os 20€ na cueca e voltei pra cima. Cada peca da porcaria do armário pesava no minímo, uns 50 quilos. Tao cedo nao mudamos de casa, nem de cidade, nem de vida.. oh deus meu, os meus filhos vao nascer em Weiden, que pesadelo...
Bom, depois das onze da noite o Bola chega e eu estava tao compenetrada a ver uns videos na net com o Colin Firth, agarrada à minha almofada que só dei conta quando ele apareceu no quarto à minha frente e entao aí, saltei-lhe pro pescoco, deve ter sido com o peso de consciencia... mas o Colin... ai, o Colin.... voces compreendem-me, nao é? E quando uma miúda está sozinha em casa e com azia, só mesmo assim pra animar!

quarta-feira, outubro 18, 2006

vat do you vant

Pois é camaradas, um dos meus blogs favoritos explodiu e foi à vidinha, tal como muitas outras estrelas neste espaco que é a blogosfera. Se alguem encontrar por aí a Mary Moon, manda-se um abraco daqueles apertados. Caso ela nao se manifeste até ao primeiro de Novembro, data em que vou de avioneta em direccao à Britannia, entao farei os possiveis para a procurar por lá em Westminster.

Os meus alunos tornaram-se uns doces e desejosos de aprender. Tanto que ontem tinha levado várias coisas, das quais calculava ficar com sobras para a próxima aula, ó-ó… dei a materia toda e eles carburaram ali bem. Acho que perceberam bem a mensagem quando lhes disse que para um curso de tres meses, que custa quase vinte contos a cada um, que inclui uma hora e meia por semana, era bom se pudessemos avancar o maximo possivel para rentabilizar a massa investida. Para ver se no final do curso ja sabem ler um postal. E dizer direitinho Vat do you vant.

Estou sem Bola, aliás a esta hora está ele em Heathrow. Abandonou-me hoje antes das seis da manha e só me lembro de o sentir a andar no quarto às voltas atrás duma bolsa de toilette e eu lhe ter oferecido a minha saquinha da higiene, pois ele nao tem nenhuma. Aparentemente as minhas sao muito maricas pra ele, sendo que uma tem um urso, a outra a pantera cor-de-rosa com letras garrafais que dizem Power to the pink e a última tem uma crazy turtle. Baralhada perante horas tao matutinas, disse-lhe que se achava gay levar uma das minhas saquinhas, entao que optasse por um saco plástico, conselho que ele seguiu escrupulosamente. Deu-me um ganda beijo e eu tentando abrir os meus olhos remelados, ainda lhe consegui ver o perfil de fato, uma visao bastante agradável por sinal. Regressei aos meus sonhos, num dos quais eu estava no infantário nos meus tenros 4 anos a puxar novamente as calcas do Eduardo pra baixo. Eduardo, se estas a ler isto, desculpa lá mas com quarto anos eu nao sabia muito bem o que fazia ou se calhar sabia mas fingia que nao. Eduardo, vi-te uns anos mais tarde e parecias um jovem triste, nao me digas que ao te puxar as calcas do fato de treino te tornei infeliz!! Eduardo…!!!

segunda-feira, outubro 16, 2006

salsichas ou verdadeiras pérolas

Como toda a gente sabe, nao é ao virar da esquina que se encontram boas salsichas. É, por exemplo, para lados como estes aqui. E como exemplo disso, leiam este. Já está linkada ali ao lado.

rescaldo

A festarola no sábado correu lindamente. A melhor parte foi mesmo ter podido contar com o Bola pra trazer a cerveja, o vinho e uma garrafa de Schnapps sem que ele se apercebesse pro que vinha. Deu-me um toque quando chegou cá em baixo ao rés-do-chao e eu acendi as velas, como combinado. Saí porta fora com o bolo na mao e trouxe-os pra dentro, Bolo e bola. Assim que chegámos à sala, entrou tudo atrás a cantar os parabens. Foi muito giro. A euforia dele com os reeses era tanta que arrastou-me pra cozinha para me mostrar todas as porc… todos os doces que tinha comprado com o Nate, e eu sem perceber se tanto brilho nos olhos vinha da festa surpresa ou das porc… dos doces que tinha trazido pra casa a tresandar a manteiga de amendoim.
Toda a gente comeu e bebeu bem, alias beber foi a palavra de ordem. Ninguem quis saber do vinho, foi tudo atacar de grande as bebidas espirituosas. Uma amiga nossa trouxe uma garrafa de uma bebida à base maracujá bastante interessante, nunca tinha provado. Mas como anfitria nao me podia emborrachar, embora tivesse pensado nisso quando me pediram pra por o DVD do casamento.

Ontem o Bola acordou parcialmente amnesiado, sem se lembrar muito bem de partes da festa que eu achei importantes, tais como o nate na cozinha a fazer um discurso sensibilizado sobre a sorte que tinha em nos ter como vizinhos, enumerando todas as coisas que o deixaram tao sentimental. A amnésia parcial dele incluía uma manchinha no braCo avermelhada com uma bolha. Pensei que alguem o tivesse queimado com o cigarro. Hoje na direccao da bolha já se via um rasto vermelho, o que o fez dar um salto ao médico. Chegou com o braco todo ligado e um liquido que tem de por de hora a hora, para evitar uma Blutvergiftung, que em bom portugues é qualquer coisa como ficar com o sangue (?) envenenado. Comecam assim os trinta anos do Bola, com a primeira ida ao médico desde 1987. Chuif.

domingo, outubro 15, 2006

Prada

Há dois dias, num desses passeios que eu e o Bola fazemos de mao dada pelo parque da cidade.
- Bola, podias vir comigo ao cinema ver o Diabo veste Prada... deve ser engracado e é o unico filme decente (?) em cartaz.
- Hmmm... por acaso, nao faco questao. (conversa morreu aqui)

Hoje, depois da festa de anos surpresa, quando acordei e fomos tomar o pequeno almoco:
- Queres ir hoje à sessao da tarde ver aquele filme da Prada?

Já agora, vejam o sotaque maravilhoso da Gisele Bündchen a falar ingles. Vejam aqui mas escolham o video 'you look good'.

shopping like in america



hmmm... e....arg....viva os americanos? ou talvez nao?

sexta-feira, outubro 13, 2006

umas saudades danadas disto

Quem me arranja? Ou queremos jogar aqui? LINDO!

Atencao, caramadas

...que é hoje é um dia especial. Hoje podem-se todos queixar do dia mau que estao a ter, pois hoje a razao está automaticamente explicada, pelo menos para os supersticiosos.
Tenho tido to-do lists a semana toda para nao me esquecer de nada. A de hoje, que juntei com a de amanha é tramada. E arrumar comida no frigorífico disfarcadamente ou pior... manter essa comida no quarto para ele nao desconfiar nao é uma ideia muito luminosa, mas já que cheguei até aqui caladinha, agora vou ter mesmo de me empenhar pra que ele nem suspeite. Depois do trabalho, ontem fui comprar umas coisas para as poder trazer para dentro de casa sem que o Bola visse, pois sabia que ele ia ficar a trabalhar até mais tarde. À medida que subia as escadas com um saco carregado de vinho, velas, papel de embrulho e outros indícios que tal, o meu coracao batia mais depressa, qual criminosa com medo de ser apanhada. O que é uma parvoíce pois facilmente posso argumentar que é pra festejarmos os dois, aliás... nem seria suspeito.

Ontem depois de ele se ter ido deitar, fui arrumar certos cantos da casa já para poupar tempo no sábado. Seleccionei tralha para a reciclagem, que normalmente costuma la estar num canto na entrada. Limpei a casa de banho depois das onze da noite. Fiz várias listas de compras e cálculos de tudo o que terei de condensar em duas horas, amanha.
Entretanto, fiz as pazes com os correios. Os de cá trouxeram-me um cd que encomendei na Amazon há mais de duas semanas. Os de lá, entregaram finalmente uma encomenda aos meus pais que já andava a passear nao se sabe bem por onde há largos dias. Posso continuar a apregoar que os correios sao eficientes, pois nunca me extraviaram nada. Noutros tempos, aliados do meu coracao.
O que será que cai melhor, pudim de leite condensado ou brigadeiros? Hmmm, tenho de pensar.
Espumante nesta terra nao é facil de comprar. Temos os precos aceitáveis e os excessivamente caros. Além disso, temos o champanhe (Sekt) e a imitacao italiana, tao adorada aqui nas salsichas, o Prosecco. Ainda nao comprei. De acordo com a minha lista devidamente cronometrada, tenho 7 minutos para a escolha do espumante. E para me arranjar outros 7.

Posso hoje, depois de ver estes sketches umas trezentas vezes cada um, revelar o meu top 3 do Gato Fedorento.
Terceiro Lugar.
Segundo lugar.
Primeiro lugar.
De qualquer forma, deve haver muitos que ainda nao vi.
Acho que me vou por andar. Bom fim-de-semana!

foto do dia

America tem Talento?

Parece-me que este programa é a versao Popstars ou Ídolos nos EUA. Esta miúda que voces podem ver neste video ganhou o programa. Tem 11 anos e vale a pena ouvir o vozeirao que ela tem que contrasta com o ar de gozo do júri quando a viu subir ao palco. Palmas para a Bianca aqui.
A decisao final, aqui.
Já agora, é sempre bom rever o David Hasselhof, essa estrela.

quinta-feira, outubro 12, 2006

mentindo por boas causas

O Bola tem sido tao inocente perante o que eu lhe tenho dito acerca de sábado que é de levar uma minhoca como eu às lágrimas. Na terca, cheguei da escola e disse-lhe que me tinham marcado uma reuniao para sábado, que pena, já nao podemos ir a Nuremberga. Pois, também estou cheia de pena. Ele acreditou. Ontem o meu vizinho foi lá a casa como combinado, entao comecou na conversa com ele e eu voltei pra massa dos rissóis que me esperava no balcao da cozinha. A dada altura, ele chama-me e pergunta-me a que horas acaba a minha reuniao no sabado, pois o vizinho estava a sugerir levá-lo à base americana pra ele se abastecer de todas as calorias americanas que ele tanto adora. E assim íamos todos. O vizinho de maos nos bolsos, ria-se a tentar disfarcar, e eu com o meu look sério (dentro do possivel) e as maos atrás do avental, dizia cheia de pena que nao me podia comprometer, pois nao era bem uma reuniao mas sim um seminário. (e a maluca que eu fico com os seminários...) Voltei para a cozinha com o riso preso na garganta a pedir desesperadamente pra saltar, ainda mais quando olhei para os rissóis todos amontoados numa caixinha e me ocorreu que nem o tamanho mini em que os fiz foi razao para o Bolinha desconfiar. Será que ele acha mesmo que o serao ideal, depois de um dia de trabalho que ainda por cima comecou mais cedo do que o normal, é enfiar-me na cozinha a esticar massa para fazer quinhentos rissóis?! Eu só vou disfarcando se ele nao desconfiar, basta ele chegar ao pé de mim e perguntar a olhar-me nos olhos se eu nao lhe estou a preparar uma festa, para eu de me descoser logo toda. Espero que ele nao pense sequer na hipótese.
Hoje fui bombardeada com emails, toda a gente a querer saber o que lhe dar de prenda. Sugeri uma planta ou um calendário asiático. Ou, para quem nao arriscar, um vale para trocar por um cd, pois é coisa que com ele resulta sempre. O bilhete para o concerto do Ben Harper em Novembro também ja consta do inventário de prendas. Será que incluíram bilhete pra quem acompanha??
Encomendei uma caixa de morangos no mini-mercado perto de casa, pois na sexta à noite faco-lhe eu o meu bolo, ou quem sabe, a receita que o mano encontrou na Vaqueiro...
Encomendei um bolo destes com impressao de uma foto que fui mandar fazer de propósito, que em princípio, será delicadamente aplicada numa folhinha de massapao. Prometo por aqui a foto do bolo.
Um amigo nosso vai cozinhar e eu faco umas entradas malandras, tamaras recheadas com queijo creme e enroladas em bacon, rolinhos de Primavera e, como sobremesa, o pudim de leite condensado, receita maravilhosa da minha Mae. O vinho continua enfiado na gaveta das cuecas. ainda nao tenho champanhe nem a grade de cerveja. Nem pensei ainda na indumentária que tem encaixar no conceito de esposa genial. Assim...hmmm...tipo eu.
Quando hoje fui a casa à hora do almoco e só apareci duas horas depois, disse-lhe que me tinha sentido mal-disposta e fui buscar uma aspirina para as dores. Ele acreditou, tao querido. Claro que possivelmente as minhas mentirinhas nao sao assim tao óbvias, eu é que sou por natureza muito mas muito mais desconfiada.
O próximo passo é no sábado mandar-lhe umas sms por volta das cinco, seis da tarde, anunciando que a reuniao deu mesmo para tarde. Para o manter afastado do lar até às sete horas. Espero que a surpresa resulte. Pensei em tudo ao pormenor, convidei poucas pessoas para ele nao ficar chateado, a prenda é algo que sei que ele já quer ha algum tempo, e pretendo enche-lo de beijinhos e abracos a partir da meia-noite. Só pode correr bem.

quarta-feira, outubro 11, 2006

revigorada

Aviso às malucas todas que me andaram a mandar mails com intencoes de afiambrar o meu irmao, tendo em conta o seu maravilhoso grau de imaginacao (perversao?), ele de facto nao é seminarista mas é como se fosse , dado o seu coracao de pedra ja ter dona.

Depois de proporcionar uma alegre manha a todos aqueles condutores que hoje aguardavam ainda ensonados nos semáforos, pedalando qual maluca estrada fora, com o vento a levantar-me a saia e a revelar a silicone dos meus stay-ups vermelhos lindos de morrer, eis-me aqui, fresca e contente por ter dormido as minhas merecidas dez horas.
Estas aulas de ingles deixam-me esgotada no final. Esforco-me tanto para que compreendam o que me parece simples e tento varias abordagens perante as suas cabecinhas pouco iluminadas que no final, sentir-me extenuada é normalíssimo. Mas ontem correu lindamente. Como era uma turma de quinze, passámos para outra sala maior. Ainda reparei que alguns dos alunos me olhavam com um sorriso que revelava mais ou menos tens idade pra ser minha filha (neta?) e és tu que me vai ensinar uma língua estrangeira. Lembrei-me de quando andava no secundário e no início do ano, perante os professores novos, havia sempre aquela excitacao de nao sabermos quem ia ser. Lembrei-me da surpresa que algumas vezes tive, quando nos aparecia um professor ou professora que tinha a pinta de ser meia duzia de anos apenas - se tanto - mais velho que nós. Neste caso, a surpresa foi dos meus alunos, especialmente daqueles que teem a idade do meu Pai. Quando me viram entrar na sala e pousar as coisas na mesa da frente - que eu insisti em arrastar mais para o pé deles para mostrar que nao tenho autoridade nenhuma, burra que sou - reparei nos olhares de surpresa e apresentei-me, nao fossem eles pensar que era a filha da professora a brincar às escolas. Correu bem. Deixei de dar explicacoes paralelas, pois podem ser úteis mas nao nesta fase. O verbo live le-se i e nao ai e nao interessa se a palavra live já se le diferente. Para ja nao é preciso baralha-los coitadinhos... sabem tao pouco.

terça-feira, outubro 10, 2006

o meu irmao andou no seminário

Email da Minhoca aos Manos:

Uma sobremesa fixe pra eu fazer pros anos do Bola?
Ando sem ideias…




RESPOSTA
Von: Mano Ord*****[mailto:******@gmail.com]
Gesendet: Dienstag, 10. Oktober 2006 15:49
Betreff: Re:
An: Minhoca
Cc: Irma dos dois

Receita: LOUCURA DE MORANGOS "À LA BAVÁRIA"

ingredientes:
morangos, chantilly e wonderbra.

Preparação:
lavar bem o peito.
colocar o wonderbra apertadinho e dispôr os morangos delicadamente entre as verdadeiras.
tem cuidado para não amassar ( se amassar não faz mal, arranjas umas tostinhas e tira-se tipo compota!)
por fim cobre com o chantilly e dá a comer sem talher :P
tirei do site da http://www.vaqueiro.com/
EHEHEHEHEEH

SMS ser mais sabedor

O Verao andou aqui a engonhar para que quando se despedisse, o fizesse em forca. Sem sentimentos. Hoje e ontem foi sido duro sair de casa de manha. Dois míseros e ranhosos graus. Aperto a parka (é muito mais fino dizer parka) até ao queixo e la venho eu, esforcando-me para povoar a minha cabeca com imagens bonitas. Fins-de-tarde na praia, batidos de morango, banhos de sol, o Ricardo Araújo Pereira nu, a areia da praia, etc. Curiosas sao as amplitudes termicas nestes dias. Comecamos o dia nos dois graus cá em baixo, para depois, durante a tarde, o termómetro nos alegrar com uns maravilhosos 16, 17 graus. Que me permitem sentar-me na varanda depois de chegar a casa, com uma chávena de chá ao meu lado, a saborear os últimos dias em que ainda posso por o nariz para lá da porta da varanda. Já agora, porque este é um blog claramente cultural, sabiam de onde vem o hábito very british de por leite no chá (preto)? Li há uns dias, ja nao sei onde, que se devia ao facto de a casquinha das chávenas de porcelana do século XVIII, ser tao fininha, que com o chá a ferver, estalava! Portanto eram regadas primeiro com leite para reduzir o choque térmico. Será que era alguém a dar tanga? É que eu acredito em explicacoes destas, cheias de ciencia… acredito em tudo. Até no Pai-Natal. Até que vou ser aumentada em Janeiro. Até que Portugal vai sair da crise. Até que vou ser mae antes dos trinta. Até... até.

round 2 ready to go

Diz que tou cheia de sorte. Os meus alunos, como que num milagre semelhante ao das bodas de Canaá, duplicaram. Digo duplicaram, porque em vez de serem pessoas novas, frescas, com um q.i. ainda na margem do aceitável, calculo que nao. Calculo que sejam mentes tao brilhantes e tao simpaticas como o grupo com que comecei há duas semanas atrás. Com a diferenca de que sao mais. O grupo de gremlins inicial deve ter apanhado água e multiplicaram-se, os danados.
Para hoje imprimi umas folhas com um exercício malandro, no qual é preciso conjugar o verbo ser. Tipo eu soy, tu és, el é, nós sAmos, vos soizes, eles som... e por falar em som, vou artilhada com cds e tal, pois eles sao tao espertos que é ve-los a ouvir e a tirar apontamentos de sinónimos das palavras que forem ouvindo. Para além da folheca ranhosa com o verbo ser, levo ainda aqueles diálogos parvos mas uteis.... e didácticos. Hola me llamo Mono quieres jugar conmigo? Coisas deste género... depois pretendo desenhar. Hoje vou dar azo à minha alma artista e vou fazer imensa coisa, desenhar casas, pessoas a acenar Adeus, sol pra eles perceberem como se diz bom-dia e a lua, pra perceberem que é pra dizer boa-noite.
Está-me a querer parecer que hoje vai ser o jackpot, a malta vai aprender e aprender, vao sair de lá poliglotas quando ouvirem da minha boca as várias versoes, continental e nao-continental, da palavra mèrde.
Até um alfabeto versao Minhoca fiz para eles. Até com eles sonhei... oh desgraca. Afinal, nao tenho perfil de professora, andei anos enganada. E ninguem me dizia nada??

segunda-feira, outubro 09, 2006

gosto taaaanto mas tanto

Este fds é que foi. Andava há vários dias a sonhar com ovos moles. Sonhava que andava por Aveiro, saltitante e feliz, e em todo lado me ofereciam aquelas conchinhas maravilhosas, que eu devorava sem nunca me cansar. Depois acordava e puff... via que era mentira, que aqui nao se faz doce de ovos, muito menos molotov ou castanhas de ovos, essas maravilhas que me deixam a boca num dilúvio, só de pensar. Foi aí que me lembrei duma médica, uma vez, quando eu fui fazer análises gerais por achar que podia ter uma doenca qualquer que agora nao me lembro, talvez diabetes... que me disse voce ponha-se a pau, olhe que com o colesterol nao se brinca e com os seus níveis, nem em manteiga pode tocar. ah ah ah... mal ela sabe, a nojenta. Porque ela era um bocado parva, achei que para me vingar das coisas feias que ela me disse e que me deprimem de quando em vez, devia ir fazer duas tacinhas de ovos moles, para mostrar ao mundo e ao Bola os doces maravilhosos do nosso Portugal. Claro que com seis gemas de calorias, o meu intestino disse logo que eu nao me ia safar de passar metade da semana sem o rabo enfiado na sanita, mas eu nao me importei. A chegada do Outono nao perdoa, só me apetece comer o que nao há por cá. Torradas ainda se vao fazendo com o pao mais parecido possível. Mas... e os pudins? E as broas? E as bolas de fiambre? E os paes de leite? Oh meu Deus... que eu nao aguento. Deixa-me pelo menos chegar ao WC a tempo, nao me falhes...

domingo, outubro 08, 2006

socorro, encontrei o guarda-roupa da Cyndi Lauper

Foi hoje como me senti no Campera (????) alemao. Um horror. Pensava que aquilo era um bastidor para alguma festa em comemoracao dos anos Oitenta, que tanto ficaram na memória do nosso tao querido povo alemao. T-shirts néon todas esburacadas, plainitos, mini-saias que gritavam olá, chamo-me mau gosto, prazer. Ainda consegui, a muito custo, digo-vos, trazer de lá um cinto que tambem devia ter sido da cindy lauper, mas que até me me convenceu. Trouxe também um cachecol verde florescente, pois sou adepta dos passeios nocturnos estrada fora e uma t-shirt com bonecada gira. De resto, só vos digo, as primeiras sete pecas de roupa que agarrei foi por ter mesmo de partilhar com alguem, pois eu nao podia acreditar que os meus olhos estavam a ver aquilo. E amaldicoei nao ter levado a maquina fotográfica, pois passam-se anos sem se ver tanto mau gosto junto por metro quadrado!
Quando o Bola me aparece com umas calcas brancas com umas risquinhas pirosas, eu implorei-lhe para ele me revelar que estava mesmo a brincar comigo, a ver o que eu dizia. Depois disse-lhe que se ele comprasse aquele horror, eu ia trabalhar de leggings. Chegou.
E agora que ja me passou o choque, vou tomar a minha chávena de chá para me acalmar e poder dormir descansada, sem pesadelos com a Cyndi (e nao Cindy, essa é a Crawford) a correr atrás de mim a cantar you can look you can run and you will find me time after time..., ao mesmo tempo que me poe um chapéu às bolas rosa e lilás na cabeca e eu tento gritar sem conseguir.

vinho nas cuecas

Uma palavra perigosa para mim é, certamente, outlet. Quando oico falar em outlet, se for no fim de mes, fico com medo. Se for no início do mes mas com a conta minúscula, também fico com arritmias e dificuldade em respirar. Mas vou. Levo é o Visa preparado. ihihihi
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Tenho quatro garrafas de vinho enfiadas na gaveta das cuecas. Tenho as pirosadas que comprei, toalha a dizer parabens, ferramentas para o bolo que lhe vou fazer, etc, na gaveta das meias. Sao as minhas unicas gavetas onde sei que ele nao vai praticamente nunca. A menos quando diz aah, deixa la ver se na tua gaveta so existem dessas com gola e alta e tal, ora deixa ca espreitar... mas nao vou ter tanto azar ao ponto de no espaco de sete dias poder criar tao triste oportunidade.

Sábado ele quer ir a Nuremberga. Eu vou ter de arranjar uma reuniao da escola mesmo às quatro e meia, pois é o único motivo irrefutável, inadiável, ou seja, perfeito. Ontem falei com o meu vizinho sobre estas possibilidades e ele disse que acha relativamente fácil agarrar no Bola por volta dessa hora e tirá-lo de casa, pra eu poder preparar tudo à vontade e poder cá enfiar as oito pessoas envolvidas na marosca. Chega o gajo dos tachos, trago o bolo da pastelaria, ponho a mesa, enfeites e tcha-raaan!! O Bola entra duas horas depois pensando que a casa está vazia e Surpreeeeeesa. Pelo menos, é assim que na minha doce ingenuidade eu acredito que seja. Há videos na net a circular com cenas hilariantes sobre surpresas parecidas, em que por qualquer razao há sempre barraca. Também nao estou livre. Os meios existem, falta verificar o talento... especialmente para mentir.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Beranek

Enquanto o Bola se prepara para me abandonar mais um fds, eu vou planeando o meu. Fazendo listas mentais do que comprar e onde esconder. Os anos dele sao ja no próximo sábado e eu continuo sem uma ideia boa para organizar o jantar lá em casa, sem que ele se aperceba. A ideia mais fixe, era já agora, comecarmos o jantar e ele ainda nao se ter apercebido, alias, festejar, cantar parabens, prendas e tal, e ele continuar sem topar que eu lhe tinha organizado um jantar-surpresa... baralhei-vos? Nao sei porque...
Vou comprar uma grade de cerveja e esconde-la no vizinho de baixo. Como o meu vizinho praticamente se alimenta de cerveja, talvez deixe lá a grade com cadeado.

Uma das prendas mais giras que o Bola me deu (e ele já me deu imensas prendas e todas muito giras) foi uma ovelha grande da Nici com um saco de agua quente la dentro. A ovelha tao um ar tao fofo, tao inocente e triste ao mesmo tempo, que dá logo vontade de abraCar quando olhamos para ela. Há cerca de um ano atrás, lembro-me que ele ficou uma semana em Munique, a ajudar o irmao nas mudancas. E como eu iria ficar aqui a semana toda sozinha, ele comprou-me a ovelha para eu dormir com ela e nao me sentir tao só. E funcionou, faz companhia.
Com o passar do tempo, ele comecou a usar a ovelha para resolver pequenos dilemas entre nós. Passou a ser normal, sempre que me chateio com qualquer coisa e vou pro meu canto ler ou fazer seja lá o que for, sou abordada pela ovelha que, pelas maos e boca dele, se desculpa e diz uma série de disparates. Às vezes, ordinarices. Por altura de combinar a ida a Praga, descobri na internet o nome Beranek (nome duma pensao), que significa ovelha em checo. A ovelha passou a ser o Beranek. E em vez de ser eu a dormir com ele, é o Bola que se agarra a ele e dorme com a cabecinha alinhada ao lado da dele, na almofada. Muito gay, diriam uns, muito querido, diriam outros. A ovelha já passou de branca a bege e está mais suja que sei lá o que. O Bola nao me deixa por nada po-la na maquina. Comecou a pesquisar outros animais da mesma coleccao na internet e implorou-me que comprasse a Foca no ebay (ou o urso polar). Coisa que eu fiz, porque precisava dum saco de agua-quente e aqueles sao, sem duvida, geniais. O que eu nao esperava era a alegria dele hoje, quando o pacote chegou. Fui ter com ele e pus o pacote na mesa dele. Ele olhou para mim feliz e perguntou-me se era a foca dele, com os seus lindos olhos verdes brilhantó-viscoso, com a cara de uma crianca no dia de Natal. Imaginei o aspecto da nossa cama a partir de agora, a libertinagem meu Deus... e só me conseguia rir a pensar na minha irma, quando era miúda, a dormir com uma orgia de bonecada na cama para cada lado dela. Era ela no meio com bonecos deitados dos dois lados, docemente tapadinhos. Tudo levava a crer que na sua vida afectiva ela enveredaria pela quantidade, o que de facto e felizmente, nao se verificou. Boa, Marta!

quinta-feira, outubro 05, 2006

escapadela

Daqui a um mes tou a chegar de Londres. O Bola vai à ilha daqui a duas semanas, em trabalho, só por dois dias, mas para outros lados. Duas semanas depois vamos com dois amigos e colegas.
Vao ser apenas 4 dias, só mesmo para ficar com um cheirinho, pois com as férias prolongadas no Natal, nao dá mesmo para mais. Vou comecar o ano outra vez com dias de ferias em menos.

Entre outras coisas, há pequenos objectivos que pretendo atingir ao longo destes quatro dias: comer um bom caril num indiano daqueles mesmo genuínos, trazer um carregamento de Twinnings para os próximos doze meses (e soft cookies do Sainsbury's), comprar uma caneca com a cara do príncipe Carlos, esse pao. No resto do tempo, ocupo-me com as banalidades tradicionais em terras de Sua Majestade e alinho nos planos dos outros, porque isto de ir em grupo nao é fácil, mesmo que a gente leve no braco a amiga mais amiga, a pessoa mais parecida connosco. Os interesses colidem quase sempre. Portanto, já disse ao Bola que se se quer enfiar no Harrods ou na Oxford Street, tudo bem... nao precisas de dizer nada, Bola, ssssshhhh....os sacrifícios que uma miúda apaixonada nao faz.

chegou o frio

Com dez graus pela manha, é hoje para mim o marco, a passagem para o tempo frio. Está uma manha mesmo gélida e cheira a frio. Ontem andei pela casa feita Linus, a arrastar comigo uma manta para todos os locais para onde me deslocava. Normalmente, o primeiro sinal de frio noto nas maos quando estou no computador. A direita fica sempre gelada. Ontem liguei, portanto, o aquecimento, o que se pode considerar tarde, tendo em conta o ano passado. Já me andava a queixar ha uns dias que detesto tomar banho com a casa de banho fria, de manha. Que impaciencia esta dos homens, em nao compreender que nós nao temos a virilidade deles no que toca a suportar o frio. Eu sempre fui friorenta e este jogo do liga e desliga do aquecimento me deixa furiosa. Sim, tambem eu quero ter cuidado em nao exagerar no quarto, pois acontece frequentemente que o ar seco do quarto me deixa doente. Mas esta mania puramente masculina de que nunca está frio e de que nao é preciso exagerar e tornar a casa num clima tropical deixa-me parva. Só nao percebo se eles sao mesmo assim, robustos e valentes, que praticamente nasceram com uma faca de mato colada ao tornozelo, ou se faz parte da sua maneira de estar à macho. Do horror de mostrar que sentem frio.

quarta-feira, outubro 04, 2006

mellow

Como ando muito cheesy, convenco-vos a verem este video ate ao fim. Amor em coreano. Muito giro.

Para quem é fan

da Petite Anglaise! Novidades, aqui!

solidariedade porta com porta

Pois é, ontem nao cheguei ao atrevimento de arranjar as sobreancelhas aqui no trabalho, apesar de estar sola. Uma coisa é na praia, ou mesmo numa esplanada, mas aqui achei que nao era boa ideia. (riam-se, please) Virei-me para actividades mais sérias, tais como livrar as minhas gavetas do bolor, esse inimido que nunca me deixa em paz. Ele era fatias de pao, ele era bolachas fora de prazo, sacos de chá enrolados uns nos outros e outras substancias qu nao fui capaz nem quis identificar sob pena de perder o apetite para o lanche. Como isto estava sossegado, agarrei no meu livro e fui lendo, deixando-me envolver pela atmosfera romantica composta pela minha solidao e pela chuva la fora, sendo que a unica luz decente aqui no escritório era a que emanava do ecran do meu computador.
Quando chegou a hora de sair, estive uns minutos a ganhar coragem para me atirar para debaixo da chuva, coisa que me chateia sempre um bocado porque, como voces sabem, eu sou praticamente feita de acucar. Pessoas doces como eu, devem portanto, evitar a chuva. Fui comprar o jornal intelectual do Bola e rumei para casa, melhor será quase dizer, remei. Descalcei-me, vesti o pijama, aterrei no sofa, donde só levantei o meu bolorento rabo para jantar enquanto vi o Goodbye Lenin, que tinha de passar num feriado como este, para combinar com a temática. Agarrei no Bola e em parte do nosso jantar e fui ao andar de baixo fazer uma visita ao vizinho, que tem estado imobilizado desde sexta-feira com uma crise de artrite. Ou entao, finge que está, para lhe continuarmos a levar o tabuleiro com o prato do dia. Eu e este meu coracao sem fim... nao admira que ele tenha ficado de lagrimas nos olhos e língua de fora. Ele e o cao, perante a visao de outro ser humano em lingerie e sato alto a trazer-lhe um prato com dois self-made hamburgueres, batata frita e salada, foi o suficiente - pensou ele! -para que esta doenca tivesse razao de ser.
Até que eu estraguei tudo e disse: Bola, tapa-te meu desavergonhado, deixa-lhe a comida e vamos pra casa.

terça-feira, outubro 03, 2006

mais séries de tao pegajosas que sao

Mais uma.

Outra. Se olharem bem de perto para a Samantha, percebe-se nao é à toa que a Nicole Kidman foi a eleita para fazer o filme recente da série.

E o Liceu Degrassi?
E este cromo? De chorar a rir...
E o meu idolo Doogie? Por amor ao Doogie, fingia gostar de Medicina. Arrg...
Uma este classico? Para quem quiser ver o video todo, saibam que é essa a moda que ainda impera por ca. Nao admira... a RTL passou a dita série (ainda passará) dez anos depois de ter acabado...
Todas queríamos o Luke, claro?

To-do list de hoje

1. Transferir dinheiro ao Bola. Pois, eu sei, tambem ja lhe disse que preferia pagar em amor, mas desta vez tem de ser. Sou eu a titular da conta comum. (riso maquiavelico e esfregar maos de contente)
2. Preparar a primeira parte da aula da próxima semana, com exercicios tirados do meu livro da primeira classe, passando apenas para ingles.
3. Arrumar a esquina suspeita do meu quarto. É a esquina onde está a cadeira onde eu vou amontoando roupa durante a semana. Ao fim-de-semana costumo seleccionar o que vai pra lavar e o que é para dobrar. Este fds nao mexi uma palha.
4. Aspirar. Detesto aspirar. Quando era pequena, aspirava os cabelos para me divertir. Quem sabe, nao experimento. Sabe sempre bem reviver a infancia, com a diferenca que desta vez nao acredito chegar mesmo ao saco do aspirador e ver como é por lá. Quem diz aspirador, diz autoclismo.
5. Procurar no ebay o creme da tromba, o champo e o baton, que desta vez acaba tudo em simultaneo.
6. Limpar as minhas duas gavetas aqui no trabalho. Estao cheias de tralha que nao preciso e posso jurar que sinto um certo cheiro a mofo (bolor?) quando as abri. Estou com um certo medo. Em determinados estádios, o bolor assusta-me mesmo. Devem viver criaturas por dentro de tanto fio azul. Às vezes, sinto-as respirar.
7. Encontrar queijo, no matter what, o que é algo praticamente impossível num feriado, como hoje. Para quem nao sabe, hoje comemora-se a unidade alema, ou seja, o momento em que o muro caiu e a Alemanha se tornou una, embora em termos práticos ainda nao seja bem o caso. Esta unidade que se celebra é mais teórica. Os níveis de desenvolvimento entre a antiga DDR e o lado de cá continuam díspares. Mas comemora-se, é feriado e eu preciso de encontrar queijo para os meus hamburgueres. Hamburguer sem queijo?? Naa....
8. Fazer as sobrancelhas. Sim, porque ser a única pessoa a trabalhar dá-me direito a luxos destes, vim de pinca na carteira. Oh yeah! Vai na volta tambem arranjo as unhas.

Pras gajas ou Once sopeira always a sopeira

Impressionante o efeito que certas musicas teem na nossa memoria. Aqui. Ou aqui. Eu hoje estou muito sopeira. Aliás, eu sou sopeira, sempre gostei de ver a novela, pronto. Alguem se lembra desta cena? Houve umas poucas novelas da Globo que me fizeram mesmo vibrar. Esta é uma delas.
E um macho destes? Meu Deus, deem-me dois pares de estalos que o mau tempo pos-me mesmo mole. Invertebrada, como sao afinal as minhocas.
Para acabar, uma memoria de quando eu tinha 6 anos. Curso intensivo de espanhol, a par com a Calle Sesamo da Tve1.

Agora passemos às novelas com um pouco mais de glamour, pois ando a passear pelas séries que marcaram a minha adolescencia.
A primeira. Sou capaz de ver isto vezes e vezes sem conta. E rio-me.
Outra que me apetece ver nos dias de chuva, assim tipo hoje. Recuando agora mais uns largos anos, fartava-me de perguntar se alguem se lembrava desta série e como nunca ninguem me soube dizer uma unica vez que sim, achei que era fruto da minha imaginaCao. Juro.
E estes? Eu estava sempre com medo que me acontecesse o mesmo, ficar sem os meus pais e ter de tomar conta dos meus irmaos.

Acho que vou pra cama a sonhar que sou altamente programável, como a Vicky e carrego no botao para o modo alegre. Afinal, amanha é feriado e apesar de ir trabalhar de tarde, posso dormir até à uma da tarde.

segunda-feira, outubro 02, 2006

falta de chá

Sinto saudades dos chás na casa da minha bisavó. Eram tao bons. Lembro-me do fervedor do chá, lembro-me das torradas. Aliás, deve ser por isso que gosto tanto de torradas. Lembro-me das bolachas. Porque extinguiram as bolachas Belinhas?
Lembro-me de algumas tardes passadas à espera que os meus pais me fossem la buscar. Lembro-me das batatas fritas, dos baralhos de cartas com fotografias de papagaios.
A minha Tia, irma da minha bisavó fazia os chás da mesma forma, dos quais tambem sinto saudades. Tenho mais saudades dela do que do chá de maçã que ela passou a fazer, substituindo o tradicional chá preto. Quando vejo chá de maçã , lembro-me sempre do dia em que ela me foi buscar a caixa para me mostrar e do entusiasmo dela perante a descoberta de tamanha invencao.
Nunca mais bebi cha de maçã desde que ela partiu. Deixa-me um sabor agri-doce e tira-me o apetite. Acho que é sempre assim quando pensamos nas pessoas de quem gostamos, que tanto nos deram, e que já cá nao estao. Com quem nos sentimos sempre em falta, por nao termos dado mais de nós mesmos.
Com a chegada da chuva e do Outono, trago sempre imenso chá aqui para o trabalho. Desta vez, trouxe um sortido de todas as caixinhas que tinha em casa. De maçã nao. Hoje estou com o típico humor de segunda-feira. Voltem amanha!

domingo, outubro 01, 2006

o que se quer é metodo

O Bola referiu-se a mim, a terceiros, este fds como meine Frau. E em alemao, isto provoca-me calafrios. Acho tao... piroso. Antes era a Minhoca. Agora, minha mulher?? Que horror... até parece que somos casados! (parece que somos mesmo, afinal, desculpem aí, tá?)
Queria partilhar com voces esta foto (hoje fui a tempo) do método sempre organizado e invejável com que o Bola cozinha. Tudo organizadinho, o tempus é controladissimo, tudo lavado e enfiado na máquina ao mesmo tempo. Dez pontos para ele que decidiu passar duas horas na cozinha num fim de tarde do primeiro fim-de-semana de Outono, apesar dos vinte graus. Palmas!Todos...