É uma daquelas frases. Sexta-feira, tinha dois mails na minha caixa de correio do Bola e duas chamadas nao atendidas. Como até hoje, a única vez que em que ele disse temos de falar, foi quando ele me disse que tínhamos de nos livrar dos gatinhos que eu havia recolhido numa quinta e levado para casa, eu vi logo que o assunto se anunciava sério.
- Fui despedido - diz-me quando lhe ligo de imediato.
Depois do porque, como, quando, quem, lá me acalmei. No início, tambem algo me parecia nao estar a encaixar bem. A empresa onde ele está nao estava com dificuldades financeiras, estao contentes com o trabalho dele, etc. Se há alguem com vontade se de despedir é ele próprio, mas nao convidarem-no a sair. Nao fazia muito sentido. Mas, há coisas que realmente podem mudar com uma rapidez enorme e depois do murro no estomago, é preciso algum tempo para digerir.
- Bola, nao fiques triste. Estás longe de casa, já nao gostas do teu trabalho há imenso tempo e ainda te dao uma indemnizacao para saíres. Nao é assim tao mau, vais ver... além disso, ficas com tempo para pensares na tua vida, leres, ires ao ginasio e ao cinema e fazer o que todos os desempregados neste país em determinada altura do desemprego fazem: encostar-se à sombra da bananeira que é o estado alemao.
De modo que o meu fim-de-semana tem sido a procurar anuncios de emprego às escondidas e a tentar provar por A+B que há males que veem por bem e ser despedido nesta altura pode nao ser razao para rejubilar de alegria, mas há mudancas que comecam mal mas acabam bem.
Boa sorte diz se precisares de exemplos daqueles que acabaram bem!
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